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As 5 coisas que tens que saber para não desistir em tempos de Pandemia

Depois de um mês em quarentena, isolamento voluntário e distanciamento social como estamos? Não, não está tudo bem e não sabemos como vai ficar. O que sabemos é que tudo está diferente e a diferença implica, necessariamente, uma mudança.




Podes não ter sido a pessoa mais "produtiva" no último mês. Podes não ter feito as coisas que achavas que podias ou devias fazer. Podes não ter tido vontade de tirar o pijama, de colocar aquele batom ou acessório. Podes não ter cozinhado de forma mais saudável. Podes não ter feito atividade física, yoga ou pilates. Podes não ter meditado ou rezado. Podes não ter encontrado, até agora, motivos para estares grato/a ou motivado/a.


Agora, algo que te preciso de dizer é que está tudo bem. Foram muitas as mudanças e alterações. São muitos os estímulos e provocações. Podem ser muitas as insónias e as preocupações que, dia após dia, nos afastam e nos fazem perder, mesmo dentro da "nossa casa".


Quantas assoalhadas, dentro de nós, que não temos visitado no frenesim que sempre nos habituamos a viver?

Depois de um mês em quarentena, isolamento voluntário e distanciamento social como estamos?


No último mês tenho imaginado quem está sozinho, quem está acompanhado, em solidão. Quem preferia estar só do que em más mãos. Quem continua em mundos imundos de guerra com inimigos bem visíveis. Quem continua sem água para lavar as suas próprias mãos.

A reflexão é indeterminada. Relembro(-te), agora, que a nossa maior casa, que nos sustenta a todos, independentemente de idades, nacionalidades ou estatutos, é a Natureza. E hoje, para além do simbolismo religioso desta época, podemos celebrar e dignificar o que nos sustenta - o Planeta Terra - que, por ele mesmo, é um organismo vivo que se autoregula e regenera. Um organismo que todos os dias renasce mesmo quando não o deixávamos respirar. Curioso, não?


Enquanto a própria Humanidade não se regenerar e também curar do seu enorme Ego em competição e comparação, em dualidade e desintegração, a mudança será sempre mais tardia e lenta. Temos de parar de "achar e sentir" que o Planeta existe apenas para nos servir. Enquanto não nos reconhecermos "como parte de", continuaremos a ser o maior vírus presente.


Como não desistir: As 5 coisas que precisas saber para manter a tua saúde mental


Da minha "casa" (interna) para a tua, partilho cinco ideias-chave que ao serem trabalhadas, cultivadas e vibradas, nos orientam para mais harmonia e tranquilidade, sabendo que há "casas e casas" e que todas são diferentes e únicas.

+ Resiliência

Observa a Natureza. Como ela, como tu podes ser mais resiliente?

A resiliência é a capacidade que temos para lidar com as adversidades. É a capacidade de adaptação à mudança, de gerir problemas e encontrar soluções, mesmo entre dúvidas e incertezas. Se estás a ler isto, desafia-te a observar a tua resiliência. Identifica o quanto já passaste, como lidaste com os obstáculos anteriores, o quanto sofreste e como te adaptaste até hoje.


+ Flexibilidade

O último mês foi atípico. Ainda estamos todos a processar e a integrar o que está a acontecer (esperamos!). Muitos sem emprego, outros em teletrabalho, outros na "linha da frente" e todos na adaptação a novas rotinas, numa nova liberdade condicional. A flexibilidade surge como uma competência fundamental para mais ajuste e para mais bem-estar. Como podes adaptar o que precisas ou o que tens que fazer?


+ Responsabilidade

"Um por todos e todos por um." A responsabilidade surge como um valor essencial ao que nos une. É ser ou estar responsável pelo que procuramos, em certo momento, para nós e/ou bem comum. É ter a clareza da real intenção, com foco e determinação, e aceitar as suas consequências, durante esse processo. E, para estar responsável, terás que estar atento. Sem distrações e/ou alienações. Sem a "ditadura do positivismo" e que "tudo vai ficar bem". Pode não ficar. Já não está "tudo bem". Então, como ser responsável aqui e agora?


+ Criatividade

Estamos sempre em cocriação. Entre "nós" e o "ambiente". Entre um momento e outro. Uma respiração e outra. O que pode faltar é validar e reconhecer isso. Então, para ti, o que é criar? Ajusta as tuas crenças e conceitos. A criatividade é aquele momento, entre o aborrecimento e o tédio. É pelo ócio, que surgem as ideias mais criativas.


Confia. Porque todos somos diferentes e únicos – e essa é a liberdade que não podemos deixar aprisionar.

A criatividade possibilita novas escolhas, outras perspetivas, pela possibilidade de poder sentir, pensar e expressar de forma diferente.


+ Consciência

Quem somos dentro do nosso próprio silêncio?

Por isso, apenas por hoje, pergunta-te: “Qual a minha necessidade?”, “O que eu quero?”, “Qual a minha intenção?". Só ao olhar para dentro, reconhecendo o que nos afeta, é que podemos abraçar o medo e tudo o resto que nos assusta, ao contrariar a "dita normalidade" que tanto nos afasta de nós próprios. Desliga as notificações. Desliga a TV. Não tens que estar sempre disponível. Dizer "não" aos outros pode ser dizer "sim" a nós próprios/as. Enquanto "pro-curares" fora, a cura - interna - não se manifestará.


O desafio é real e urgente. Compreender como podes realmente parar. Energia precisa-se para Ser e Estar. Por isso, hoje e sempre:


  • Cultiva o não julgamento;

  • Abraça, nutre e ama-te. És a pessoa mais importante da tua vida;

  • Reconhece o outro, como igual a ti, e feito da mesma matéria;

  • Recorda-te: pensamentos não são factos e tu não és as tuas emoções;

  • Está com qualidade de presença, neste momento, que é O Presente.



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Carolina Oliveira Borges

Co-founder, Psicóloga Clínica e da Saúde RUMO







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