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As 5 coisas que podes fazer com os teus pensamentos

Updated: Jan 23

Quando a dúvida, a ansiedade ou a incerteza gritam, podem paralisar-nos mediante algumas decisões a tomar. Eventualmente, o início de mais um ano urge-nos a tal.

Quantos “e se” temos guardados?


Temos milhares de pensamentos por dia. O desafio passa, muitas das vezes, em saber como lidar com alguns deles. Os pensamentos podem impactar a forma como nos sentimos e o que fazemos e podem ser desencadeados de forma automática ou por associação a outros pensamentos. Os mais automáticos, intrusivos ou obsessivos podem tornar cansativa a tarefa de os impedir que voltem a surgir.



Suprimir um pensamento apenas o faz voltar com mais força. Nós contra nós próprios/as. Vigilantes exaustos/as da nossa própria (r)existência.

Se isto também te acontece, faz uma pausa. Retira-te por um momento.

Possivelmente há decisões que não terão de ser resolvidas agora. Permite-te a estar com a incerteza. Existem várias técnicas e ferramentas que podes utilizar para começares a nutrir-te com mais curiosidade, gentileza e paciência.


Aceitar a experiência abre espaço para o que quer que aconteça, em vez de criar outro estado, e permite uma resposta, ao invés de uma reacção impulsiva e automática, com as velhas, conhecidas e habituais estratégias.

Eis o que podes fazer com os teus pensamentos:


1. Olha para os pensamentos a surgir e a desaparecer, sem sentir que tens de os seguir ou fazer o que eles dizem;


2. Reconhece-os como fenómenos mentais e não factos;


3. Escreve os pensamentos num papel. Isto permite vê-los de uma forma menos emocional e mais evidente. É um momento para reflectires sobre o seu significado;


4. Pergunta-te. Questiona-te: “Este pensamento apareceu automaticamente na minha mente? Ele está associado a factos de alguma situação? Há algo que possa verificar? Há alternativas? Como pensaria sobre isto com outro humor?"Questionar é uma forma de encontrar novos caminhos e novas oportunidades.


5. Se forem pensamentos mais desafiantes pergunta-te, com curiosidade, outra vez.


Esta experiência pode necessitar de orientação adicional, por parte de profissionais especializados de saúde, e de uma prática individual disciplinada e consistente para mudanças e transformações profundas. Em momentos de maior agitação ou sofrimento psicológico o início deste tipo de prática pode dificultar a adesão à mesma e aos seus benefícios. Por isso, experimentar em momentos de maior tranquilidade ou sem grande agitação emocional, poderá ser uma mais valia para uma dedicação plena à vivência. Não existe mágica, sem ser a de maior autoconsciência e curiosidade.


Diariamente, momento a momento, podemos cultivar uma atitude de maior observação e contemplação, pela prática de meditação e de atenção plena, possibilitando outras formas de pensar e estar face às situações. A prática da atenção à respiração e ao momento presente permite compreender que os pensamentos são eventos mentais, não são os factos e que nós não somos (apenas) os mesmos - somos bem mais e de muitas (outras) formas. Ao darmo-nos conta de certos padrões e ao ficarmos familiarizados com os mesmos, temos a possibilidade e a opção de ampliarmos a nossa consciência, com maior liberdade, sobre os processos fundamentais para mais saúde e mais ajustados às nossas necessidades, sejam elas quais forem.



#respiraçao #mindfulness #atençaoplena #pensamento

Carolina Oliveira Borges

Co-founder RUMO

Psicóloga Clínica e da Saúde

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