UMA FRONTEIRA FALHADA CHAMADA ANSIEDADE


A ansiedade crónica ou o esgotamento levam a um estado de apatia, de desinteresse, de desânimo e uma espécie de pessimismo em relação a si e em relação à vida.

Admitamo-lo. Muitos de nós têm limites pobres. Limites ou essa “fronteira” por vezes tida como desaparecida, perdida em parte incerta. Desde o primeiro dia das nossas vidas, nós, seres humanos, sentimos que para viver as nossas necessidades deveriam ser atendidas.


Vamos crescendo, porém, com a noção de que não seremos verdadeiramente aceites se dissermos o que queremos. A condição de termos sido outrora crianças ou “pequenos” fez com que dentro de nós se instalasse a convicção de que precisaríamos de outras pessoas ou outras coisas, para além de nós mesmos, que nos desse segurança. De alguma forma, está impresso no nosso ADN uma sensação “limite” que se traduz na dificuldade em responder à pergunta: consigo eu proteger-me?

Que fronteiras são essas que desde a infância accionamos quando o mundo à nossa volta responde (ou não) às nossas necessidades?